Reinos de Celúria #3 – Lusia

Lusia Altaluz

Um louco abastado

É suficiente, então

Para transmutar um homem

De rei à vilão.

Para doar aos humildes

Esperança e gentileza,

Matérias desconhecidas

Àqueles aquém da nobreza.

Morbius devia ter grande senso de humor,

Pois pelo ouro recebido com a corda pagou.

Em Montesul só se ouvia

Um lamento irado

Daquele que viria a se tornar

O primeiro Nobre Esfarrapado.

– Dorian Falante. “O Nobre Esfarrapado

Breve História: os lusos ocupam a maior parte de Celúria. Eles fazem parte do maior reino em questão de território e economia.

Segundo os lusos, eles descendem diretamente da Primeira Família, embora haja muita discussão com os torlosianos por conta dessa afirmação. Supostamente, a Semente havia crescido e deixado a família no Sumo Altar para criar quatro reinos distantes onde a palavra do Criador pudesse reinar, então ele fundou uma cidade no norte, sul, leste e oeste. As quatro cidades formavam o reino de Lusia, o suposto nome da esposa da Semente.

Morros Lusia 2A parte principal do reino fica na ilha central de Celúria, cercada por morros, florestas e algumas montanhas. É uma região muito movimentada. Teoricamente, a Área Neutra, local onde Arthas está aprisionado, fica na Lusia. Entretanto, devido a acordos com os demais reinos e nações, essa área agora fica separada do reino.

Cultura: as festas e bailes são comuns todas as semanas. As grandes cidades realizam festivais e competições financiadas pela burguesia em conjunto dos nobres. A alta classe lusa é festiva como nenhuma outra.

O comércio luso é bastante movimentado. O reino comercializa com todos os outros reinos e nações, além de tribos. Os comerciantes formam seu próprio sindicato, sociedades de comércio e parcerias, regularizados pela “Mão de Ouro”. É possível encontrar de tudo em grandes cidades lusas, assim como contratar qualquer tipo de serviço. Guildas mercenárias proliferam-se abundantemente, sedentas por prata. Tudo pode ser feito na Lusia, contanto que você tenha dinheiro.

Política: a Lusia possuí a política de um reino. Há lordes que controlam feudos mantidos pelos impostos de camponeses e da burguesia, e todos eles respondem ao rei ou rainha. Atualmente, uma rainha controla o reino com punhos de aço. Mirian Luzetti, conhecida popularmente como a “Dama da Vingança”, governa a Lusia.

Religião: A Igreja Antariana exerce grande influência no reino, sendo quase 80% de seus habitantes fiéis de Antares. Os Segundos Filhos tem poder de atuação em todo o território luso, porém os Inquisidores precisam de uma autorização real para exercer sua influência.

Frota Naval LusaPoder Militar: O exército luso é o segundo maior de Celúria, perdendo apenas para o da Euróquia. Sua principal força, porém, é naval. A marinha lusa é insuperável em termos de poder de fogo e velocidade dos barcos, além de ter comandantes competentes. A artilharia lusa também é bastante famosa pelos seus canhoneiros experientes e por suas “Tropas de Impacto”, homens armados com mosquetes que ocupam as linhas de frente do exército luso. Entre as Tropas de Impacto mais famosas, está a Sexta Tropa de Impacto, um grupo experiente de homens, responsáveis por façanhas em guerra que beiram o inacreditável.

Economia: Além do forte comércio de produtos, a Lusia possuí uma intensa atividade mineradora e é a maior produtora de pólvora de Celúria. O reino também é o maior produtor de armas de fogo.


Principais Organizações:

A Mula Manca: um grupo circense de acrobatas, alquimistas, domadores de animais, bardos, cantores e aberrações. Apresentam-se em vários reinos e nações, mas principalmente em Lusia.

Astora 3As Magníficas Invenções de Ander e Astora: uma companhia que desenvolve invenções, fundada pelos gêmeos Ander e Astora. Seu foco são as armas de fogo e seus acessórios, mas a companhia expandiu seus domínios recentemente para outros tipos de invenções, inclusive poções.

As Caveiras: durante o governo da rainha Mirian houveram muitas insurgências por parte da nobreza e burguesia. Para demonstrar que se rebelar não seria uma boa ideia, a rainha criou um grupo de torturadores que vestem branco e utilizam máscaras feitas de crânios humanos. As torturas são realizadas em praças ou teatros, algumas abertas ao público, outras são pagas. A Igreja Antariana reprova as atitudes da rainha e dos torturadores, assim como suas vestimentas, mas não ousa desafia-la.

Companhia Mineradora Bartô Magno: a companhia de mineração mais rica e famosa do reino. Atuam no Vale Estreito e os mineradores dormem em estações subterrâneas, por isso raramente são vistos. Dizem que Bartô, o fundador da companhia, esconde algo muito valioso nas entranhas do Vale Estreito. Há também teorias conspiratórias a respeito de quem são os mineradores.

Mamon_Nobles_by_mayshingA Confraria Noturna: um grupo de nobres e burgueses que se reúnem para apenas gastar o quanto puderem. Realizam festas, contratam circos, grupos teatrais e até mesmo oferecem dinheiro a pessoas comuns realizarem alguma coisa bem humilhante. São vistos com maus olhos por todo o reino.

Os Dragões do Mar: um destacamento de quatro navios imbatíveis em questão de poder de fogo. Todos eles criados por Ander e Astora, com o auxílio de Nephilo e Goldur. São máquinas de guerra navais que contam com mais de vinte e cinco canhões. O maior deles, batizado de Escama Negra, possuí 42 canhões.

A Mão de Ouro: um grupo de fiscalizadores de produtos, sociedades mercantes e cobradores de impostos. São altamente metódicos em sua atuação, mantendo registro de tudo pertinente as suas funções.

nobre esfarrapado 2Os Nobres Esfarrapados: um grupo de homens e mulheres, aventureiros, ladrões e nobres rejeitados que dedicam-se a roubar e vandalizar a alta nobreza e burguesia. Atuam em diferentes reinos e nações, mas surgiram em Lusia. Alguns dizem que eles ajudam o povo, outros dizem que eles usam o dinheiro roubado para tentar recuperar a boa vida que um dia tiveram. Os boatos indicam que são um grupo muito antigo, fundado por Luda, o esperto, e que vem desafiando autoridades desde então.

A Sexta Tropa de Impacto: a mais famosa Tropa de Impacto do exército luso, eles são conhecidos por toda Celúria por suas missões ousadas. Possuí cerca de quinze homens e é a única Tropa de Impacto que não age na linha de frente, em vez disso, lhes foi concedido o status de tropa de elite, agindo em missões especiais. Os nomes mais famosos dessa tropa estão atuando nela há quase quinze anos, são eles: Major Durden, Capitão Olgh, Primeiro Tenente Patcher, Segundo Tenente Geth e Sargento Arduin. Há também o famoso “Recruta”, um personagem que faz parte de muitas das histórias da Sexta Tropa de Impacto e que geralmente acaba morrendo.

tropaAs Tropas de Impacto: são grupos compostos geralmente de 25 a 50 homens armados com mosquetes que compõe as primeiras linhas de batalha lusa. As tropas geralmente são instruídas a atirar com velocidade em vez de precisão. Entretanto, outras são treinadas especificamente para tiros precisos.


Nomes Famosos:

Ander e Astora: gêmeos inventores das armas de fogo e de diversos acessórios relacionados. Considerados gênios da invenção e consagrados com títulos pela rainha, são figuras de muito orgulho para o reino. Ambos possuem cabelos ruivos e muitas sardas no rosto. Ander tem cabelos encaracolados, enquanto Astora possuí cabelos lisos. Astora é casada com um comerciante local, já Ander sumiu e não se sabe seu paradeiro. Sempre que Astora é questionada sobre o evento, ela parece muito consternada e prefere não falar sobre.

MontesulIrvine Grey: aqueles que consideram Luda o primeiro Nobre Esfarrapado acreditam que Irvine seguiu seu exemplo ao renunciar tudo o que era seu e distribuir a população de Montesul. Irvine era senhor da cidade e recusava-se a cobrar os abusivos impostos pedidos pelo então rei Morbius. As tropas reais tentaram cobrar a população a força e foram repelidas pelos homens de Irvine. Morbius ordenou a morte de Irvine por traição, então o lorde simplesmente distribuiu tudo o que era dele para os habitantes da cidade e fugiu. Os moradores pagaram os impostos, mas foram todos capturados e executados pelos homens do rei, que recolheu as posses de Irvine. Dizem que depois disso, o Nobre Esfarrapado fundou esse grupo de homens que, segundo as lendas, é a favor do povo e contra a nobreza, e foi o responsável pela morte de Morbius, morto por envenenamento dois anos após o massacre de Montesul.

Luda Daemoor: famoso por toda Celúria por ser o homem que capturou Arthas e teve a ideia de usar os gigantes como construtores. Luda é descrito como audaz e esperto. Gostava de artes e ciências, estudava por conta própria os vigores e sobre magia arcana. O povo adorava Luda, enquanto os nobres o desprezavam. Disto surgiu a lenda de que ele foi o fundador dos Nobres Esfarrapados.

Um dia, Luda simplesmente sumiu. Uns dizem que ele viajou para longe, culpado por trair Arthas, enquanto outros dizem que virou o primeiro Nobre Esfarrapado, e mais alguns sussurram histórias de que Luda foi amaldiçoado pelo poder pagão da coroa e vaga por toda Celúria, imortal, porém sem poder sentir os prazeres de um homem vivo. Qualquer que seja seu destino, após o sumiço do jovem, o corpo e a coroa de Arthas passaram a ser propriedades dos reinos e nações de Celúria. A família Daemoor perdeu todo seu poder com o passar dos anos e hoje já não são mais reconhecidos como nobres.

MirianMirian Luzetti: conhecida popularmente como a “Dama da Vingança”, ela governa a Lusia com punhos de ferro. Ascendeu ao trono depois de se vingar cruelmente da sociedade mercante que havia aplicado um golpe contra a soberania de seu marido, o então rei Jarian Luzetti. Naquela época, Mirian era apenas uma adolescente quando Jarian foi assassinado e teve seu poder tomado por um bastardo do rei. Ela fugiu e se escondeu na Gegania, de onde retornou com um grupo de mercenários que atacou continuamente o reino da Lusia até Mirian conquistar sua vingança e tomar o trono. A rainha conquistou seu apelido após executar todos os traidores a partir de um método extremamente doloroso, que ficou conhecido como “Dama da Vingança”. Atualmente, essa execução é utilizada na Lusia como punição para traidores e estupradores.

O Homem Sem Nome: um pistoleiro que poucos já viram, mas há muitas histórias sobre. Dizem que é o melhor atirador que existe e que caça algumas pessoas durante a noite. Ninguém sabe como é seu rosto, mas conhecem suas duas pistolas, chamadas de Alma e Errante, descritas como mágicas. As histórias dizem que o homem sem nome busca segredos relacionados aos mortos durante a lua cheia.

O Verdugo: um dos três guarda costas que sempre andam com a rainha. Veste um capuz negro e pontudo, com costuras brancas no lugar da boca, dos olhos e das orelhas. Dizem que ele não fala, não enxerga e nem escuta, apenas executa os desejos da rainha. Veio com Mirian da Gegania após seu exílio.

Mativas Orell: lorde conhecido pelo povo como “Tocado pelo diabo”. Dizem que ele e todos os seus descendentes são loucos, sádicos, masoquistas e sadomasoquistas que cometem incesto e realizam orgias com pessoas de diversas raças, animais e outras coisas. Como são apenas rumores, a rainha Mirian não autoriza uma ação dos Inquisidores contra os Orell, mas a Igreja Antariana continua perseguindo os membros da família.

Mord e NordNord Fortuna e Mord Calamidade: gêmeos geganis que são guarda costas da rainha. O primeiro tem fama de sortudo e o segundo, fama de azarado. Ambos são enormes e extremamente habilidosos. Eram mercenários que ajudaram a rainha a reclamar seu trono liderando um pequeno exército. Nord utiliza armas de fogo, Mord é praticamente um bárbaro urbano, mas também é muito habilidoso com vigores.

Nephilo: experiente canhoneiro e inventor, ele clama que já matou mais de duzentas pessoas com seus canhões. Nephilo é líder da tropa de canhoneiros e um dos mais importantes criadores de acessórios para armas de fogo de Celúria. Possuí apenas 26 anos de idade e é considerado um intelectual pelos acadêmicos platoninos.


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2 comentários sobre “Reinos de Celúria #3 – Lusia

  1. DA ANTINGA ALEMANHA A PLATÔNIA 10 a. C -1925

    A HISTÓTIA da Antiga Alemanha tinha se tornado um dos fatos que na época havia sido marcado por crimes e mortes. Na família Hipócratonomos a princípio não existiam confrontos. Quando um homem chamado Pantaleão Hipócratonomos havia decidido colocar o nome de seu filho de Escalone Platon. O seu irmão mais velho Josef Hipócratonomos como tivesse predito o fato preferiu não colocar o seu sobrenome em seus dois filhos José da Câmera e Róger Bastos para que nenhum deles tivesse a audácia de escandalizar o nome da família. Ardendo-se então em grande fúria, Josef Hipócratonomos ordena que o seu filho mais velho venda as suas terras que seriam dadas como herança a ele, ao seu irmão mais novo Róger Bastos. É aqui que nasce a maior de todas as batalhas. O Apóstolo Edmo no ano 20 a.C havia profetizado sobre este fato quando declarou dizendo: “De tua linhagem nascerá um filho o qual semeará a perversidade entre os seus descendentes e esse dominará e dará um nome a uma terra da qual receberá como sendo sua propriedade e conclamará de Nação chamando-a pelo seu próprio nome”. No dia 15 de Janeiro do ano 10 d.C nasce Escalone Platon para desgosto de Josef Hipócratonomos e alegria do primo Róger Bastos.
    Na verdade a profecia referia-se justamente a Róger Bastos o qual semearia a perversidade depois que seu pai ordenasse a seu irmão mais velho a vender as terras que lhes pertenciam por direito e que essa herança passaria por mãos de outros dos quais claramente seriam os inimigos dos Hipócratonomos. No dia 14 de Junho do ano 100 d.C nasce Pedro Francisco Platon que depois de ter se casado com Rose Platon gera no dia 15 de Janeiro do ano 500 a José Stendenberg Platon. Scalone Platon somente veio a falecer no dia 02 de Março do ano 100 d.C. Por causa disto é que Róger Bastos que amava mais o primo que o próprio José da Câmera, havia decidido semear o seu nome para que não ficasse no esquecimento. Com isso o confronto entre a antiga Alemanha e Platônia começaram a se ascender desde então. É tanto que no dia 05 de Janeiro de 1002 nasce o então temido João Francisco Platon. Pedro Francisco Platon morre no dia 14 de Março do ano 1000 e José Stendenberg Platon falece no dia 15 de Março do ano 1002.

    O surgimento da Cidade de Platônia tornara-se um dos maiores desafios a serem enfrentados pelos países vizinhos. O Apóstolo Edmo não mediu palavras quando escreveu cartas aos Platonicenses tratando de sua glória e também de sua queda. A Cidade de Platônia surgiu quando João Francisco Platon depois que obteve a herança que na verdade pertencia a José da Câmera fugiu para uma terra desconhecida e ali vendo um vasto campo frondoso, contudo desabitado, resolveu tomar posse daquele lugar o qual deu o nome de Platônia.

    A terra realmente achava-se em boas condições para o cultivo. Porém, João Platon viu que também que nessa terra desabitada existia um afluente que na verdade era uma grande fonte de renda para várias famílias. E ele como tinha tomado posse do território, havia tomado medidas para evitar os assaltos que porventura seria acometido caso fosse enganado por um de seus empregados. Os pedreiros que em seu tempo livre pescavam, eram constantemente vigiados pelos oficiais do Palácio Real por ordem de João Francisco Platon. Os cestos cheios de peixes eram enviados para o Palácio e por ordem do rei o oficial apenas lançava um peixe para uma multidão seca de fome. Isso funcionava como uma espécie de imposto e quem transgredisse a leis Monárquica criada pelo próprio João Platon seria sentenciado a morte.
    O próprio Apóstolo Edmo com a sua voz eloquente, e sofrendo as ameaças de também ser morto, conseguiu persuadir ao rei fazendo com que se convencesse a distribuir as fontes de renda para o povo então ele ganharia o prestígio deles. Se bem que João Platon não se importava muito com isso, mas sim com o fato de ser reconhecido como senhor, aceitou o conselho de Edmo de distribuir os recursos minerais. Contudo, quando João Francisco Platon havia encontrado essa terra inabitada, em 15 de Fevereiro de 1115, ficou impressionado com o vislumbre da flora que pairava por sobre os seus olhos. Não podia ele imaginar que tudo aquilo pudesse render tanta riqueza fora o ouro tomado das mãos de seu mais próximo dos parentes. Na verdade a Cidade de Platônia era regida de uma maneira muito severa e a sua ditadura havia se tornado o mais cruel dentre todos os governos do Mundo, tanto entre aqueles que o antecederam como os que vieram depois dele. João Francisco Platon havia ultrapassado todos os limites da paciência dos governantes do Mundo. Porque era ele que permitia a exportação e importação de produtos e derivados para outros países que na época dependiam de sua ajuda para se manterem.

    Urias Hipócratonomos nasceu em Platônia no dia 25 de Dezembro de 1100 com a missão de destruir tanto os seus inimigos como recuperar a herança que pertencia a José da Câmera seu pai, da qual foi vendida a seu irmão mais novo Róger Bastos por ordem de Josef Hipócratonomos. Apesar de José da Câmera ter nacionalidade alemã, naturalizou-se platonicense para tão somente ver cumprido a profecia que acreditava que aconteceria. Em 05 de Janeiro de 1200 a Cidade de Platônia já quase em seus retoques finais, foram inauguradas as pressas porque ainda faltava muito para terminar. Contudo, numa certa ocasião Urias Hipócratonomos declarou a João Platon dizendo: “Um de teus filhos será ceifado por uma lança e será morto não por mim, mas por mãos dos valentes; e eis que nem tu, nem teus filhos me verá assentado no trono em que agora te assentas”. Mas essa declaração não tinha surtido efeito, até porque João Francisco Platon já estava com 113 anos de idade, é tanto que os sábios que também eram velhos considerava-os jovens por serem eles de menos idade. Mas Urias para conquistar a confiança deles teve que submeter-se a tais rituais que eram praticados pela doutrina Escarlaticista. O ritual consistia de o próprio sacerdote escolher quem seria da Congregação dado como oferta de sacrifício vivo; e ali por trás do “santuário” a vítima que fora escolhida do meio da Congregação seria na verdade não dada como oferta, mas morta por ordem do seu principal assassino. Foi por esse motivo que Urias Hipócratonomos preparava a água para que o rei lavasse as suas mãos, para que não tivesse prova alguma do que o acusá-lo. Mas foi exatamente no dia 05 de Fevereiro de 1235 que não suportando a tirania de seu inimigo que Urias Hipócratonomos revelou a face oculta dos rituais que eram praticados. Numa certa ocasião haviam perguntado a Escarlate Platon o que eram os gritos que eles tinham ouvido. Como resposta disse: “A oferta é para os grandes, os gritos que ouvistes é para expulsar o que é mais odiado nesse recinto”. Mas Urias Hipócratonomos sabia que nada disso era verdade, por isso teve a coragem de desdobrar as cortinas justamente no instante em que João Francisco Platon empunhava o objeto cortante para matar a vítima. Toda a Congregação ficou assustada com o que tinha presenciado. Em seu discurso de repúdio Urias Hipócratonomos disse: “Quereis agora servir a estes assassinos? Olhai e contemplai por vós mesmos, pois, os gritos que vós tendes ouvido não foram para expulsar o que é detestável, mas eram gritos de quem queria que o libertasse, contudo, ninguém podia dizer nada, pois, eram impedidos disso fazer. Mas esses homens hipócritas mataram a seus filhos e vós continuareis aprisionados nessa imunda doutrina? Quem quiser me seguir sigam-me”. Tendo dito isto, por causa do medo de também serem mortos, alguns ficaram, e foram esses que ficaram que por ordem do rei começaram a perseguir os filhos de Platon. Os que continuaram servindo o rei por medo de serem mortos foram denominados de seguidores de Platon.
    A Cidade quase em seu término de construção, não teve tempo de ser concluída pelos pedreiros. Pois, no dia 20 de Maio de 1235, os filhos de Platon fogem da perseguição dos seguidores de Platon que estavam determinados a matá-los por desonrar as ordens do rei de Platônia. Uma carta enviada a Luiz da Câmera Vieira, o alertava para que se protegesse contra um segundo grupo que invadiria a Cidade da Germânia. Então Luiz da Câmera ordenou ao seu exército para que avançasse até que eles chegassem nos limites da terra inimiga e os destruíssem. E foi exatamente isto que aconteceu. O General de Antáris Carlos Rocha, não se agradando muito da forma como o rei D. Paulo III ditava as ordens, fez com que o seu exército recuasse e o exército da Alemanha passou a guerrear parcialmente sozinha. Foi nesse momento em que se cumpria a profecia do Apóstolo Edmo quando declarou aos seus companheiros: “Construam a Cidade, exaltem ao rei, para que se gloriando não possa ver a sua própria queda quando contemplar os mortos por debaixo de seus pés”. E em outra ocasião ele disse: “Irmãos não ignoreis aos meus conselhos, pois, se o vosso labor está sendo pesado, isto é uma bênção. Pois, se tão somente contemplardes as estruturas desta Cidade, jamais alcançareis o topo que vão além destas pilastras. E se vós cessardes nunca se cumprirá a profecia que contra ela está escrita. Pois, se o homem esconder estas verdades por debaixo de escombros como está escrito: “As próprias pedras clamarão”. A guerra avançou-se até que o despreparado exército de Platônia recuou voltando para a Cidade. Porém, eles foram perseguidos pelos Germânicos até os limites de sua Cidade e ali foram mortos. Carlos Rocha que tinha sido o general do exército de Antáris, havia informado ao rei de Platônia que D. Paulo III era quem tinha planejado esse confronto contra a sua Cidade. Ardendo-se em fúria, ordena alguns de seus homens para irem com ele em direção a Antáris.
    D. Paulo III já tinha fugido da Cidade e se refugiado em Roma há muito tempo. Mas mesmo assim Antáris foi destruída, tanto crianças até os mais velhos. A guerra se arrastou portas a dentro na Cidade de Platônia. Todo o exército germânico haviam invadido a Cidade e destruído praticamente quase tudo. Os mortos foram estendidos em praça pública como uma amostra de como a Alemanha ainda tinha força para suportar a tirania de outros.
    Quando o rei João Francisco Platon voltou para a sua Cidade depois de ter destruído Antáris, assustou-se não acreditando no que estava contemplando diante dele. Assentando-se lentamente no trono e com os olhos fixos no lençol de muitos mortos estendidos em Praça pública, recebeu ainda uma mensagem que não queria ouvir de Jesuá Pompeu dizendo: “O inimigo que servia em tua Casa é o teu mais próximo dos parentes”. Então, no dia 05 de Março de 1455, João Francisco Platon morreu de desgosto por ter entregue ao filho mais velho o comando da Nação. Em outra ocasião Urias Hipócratonomos olhando a Cidade disse: “Por duas vezes serás destruída e na terceira te erguerás. Mas tu serás aniquilada pelos que são da sua própria Casa. Mas tu existirás, para testemunho daqueles que não te conheceram, pois, existirás até que este Século se consuma ao pó”.

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