Mestre, sabote sua história!

Não seja esse cara.
Não seja esse cara.

Muitas vezes nos preocupamos excessivamente com o rumo das histórias que criamos. É comum para iniciantes definir uma linha de acontecimentos e se prender a ela como se estivesse se segurando a uma corda à beira do precipício. O problema é que o RPG é um jogo de sorte. Sorte manipulada, eu sei, mas ainda é um jogo em que as pequenas decisões tomadas pelos jogadores normalmente resultam em caminhos inesperados. Para muitos, isso é frustrante. Mas é preciso se acostumar a ideia de que nada sairá como planejado e que, estranhamente, é muito mais divertido dessa forma.

Estas são algumas dicas para aqueles que querem se aventurar pelos vales do caos, cortando caminho pela floresta dos mestres inconsequentes e preguiçosos (mas felizes).

O improviso é o coração do RPG

Pense nos jogadores. Eles estão sempre improvisando e, na maioria das mesas (espero), sempre se divertindo. Por quê? Porque eles não sabem de certo o que vem pela frente. Eles ficam satisfeitos consigo mesmo por arranjar soluções para os problemas que lhe são apresentados naquele momento. E fazer isso como um mestre é um deleite. Aquela trama intricada, cheia de NPCs importantes pode tornar-se algo muito melhor caso você simplesmente mate algum NPC do nada. Pra que fazer isso? Não sei, e nem você! Depois você descobre o porquê. Conectar pontos pode ser ainda mais divertido do que cria-los. Continuar lendo

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O que a série Souls pode ensinar aos mestres de RPG?

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Com o lançamento de Bloodborne, o RPG vitoriano da From Software que carrega o visual e alma de Dark Souls e Demons Souls, e meu consequente jorro de lágrimas por não possuir um PS4, resolvi voltar a boa e velha Lordran. O clima soturno e mórbido da série, assim como a dificuldade e a acuidade de suas mecânicas são os fatores que tornaram-na tão famosa, entretanto, há diversos elementos secundários que às vezes nos passam despercebidos, mas que estão sempre presentes e que podemos aprender muito com eles para tornar nossas mesas de RPG mais ricas.

Entregue o mundo em pequenos pedaços:

Na série Souls, a sutileza prevalece. Tanto no gameplay quanto na construção da história e cenário. Não há narradores que contam sobre o passado, presente e futuro, não há diálogos esclarecedores. Mas há itens que trazem uma história e pequenos diálogos que revelam certos aspectos daquele mundo. Há criaturas que fazem parte da história daquele local, e que não foram aleatoriamente pensadas em seu design. Todas elas fazem sentido. Continuar lendo