Páginas de Voltura #03 – Morte Rubra

Vamos lá, aproximem-se, eu não mordo. Vou contar uma história, que aconteceu há muito tempo, durante uma era em que os Deuses e os homens digladiavam-se pelo poder sobre Voltura. Sobre esta terra fértil e bela, porém destrutiva quando ameaçada.

Compondo a história de Voltura, certos nomes são referenciados frequentemente nos livros e nas fábulas contadas em volta de fogueiras.

Sistema: Old Dragon (D20).

Personagens:

  • Elfric (nível 7): anão guerreiro. Ex-guarda de cidade que se viu forçado a encarar o mundo após sua esposa ter sido feita escrava pelos Homens-Lagartos. Tem como arma favorita uma montante.
  • Minukelsus (nível 6): humano necromante. Após ter sido curado de uma doença que o deixou repleto de cicatrizes, ele aprendeu o ofício da magia e busca itens mágicos para sua mestra. O grupo acha que ele é apenas um mago comum. Apenas Elfric sabe a verdade.
  • Trevor (nível 2): humano homem de armas. Após ter escapado do cerco a cidade de Nis, decidiu criar uma companhia de mercenários e ganhar muito dinheiro. Tem olhos dourados.
  • Arkos (nível 2): humano bárbaro. Saiu da sua tribo afim de explorar o mundo e descobrir as recompensas que ele traz. Usa o totem da tartaruga (+1 na CA).
Nayan, capital de Napes.
Nayan, capital de Napes.

– Finalmente! – o arqueiro sorria diante da estrada de terra inclinada que levava a cidade. – Concluímos o trabalho e agora você deve pagar a outra metade do acordo.

– Pelo seio de Dana! Você comeria merda para cagar ouro se pudesse. – resmungou Elfric. – Quando chegarmos a cervejaria eu lhe darei o dinheiro.

   A terra enlameada e marcada por profundos sulcos alongava-se na estrada entre um denso capim alto onde cavalos, bezerros e outros animais pastavam. O sol resolvera dar as caras após dias ausente, raios claros e quentes aquecendo o morro. Nayan apresentava-se à frente, com muralhas altas e pedregosas, uma trama de torres intricadas e estreitas que provaram-se mortais em guerras passadas. No fosso, crianças mergulhavam na mesma água em que os animais saciavam a sede e as mulheres lavavam roupas, e acima, a ponte levadiça de madeira vibrava com as pesadas carroças transportando grãos, carne, madeira e tecidos. Também transportava barris de freixo-verde, um componente essencial para a produção da cerveja Kelsus. Continuar lendo

Anúncios

Regras da Casa – Distribuição de Experiência e Pontos Heroicos

dmNesta novíssima série de posts, trarei para vocês algumas regrinhas que crio para a minha mesa de RPG em um formato mais rápido e curto, sem perder tempo descrevendo a folhagem da floresta!

Hoje, trago-lhes dois métodos de distribuição de experiência para os sistemas D20. Me inspirei para cria-los após uma discussão sobre o assunto na comunidade de D&D Next do Facebook.

Sem mais delongas, vamos as regras! Continuar lendo

10 bebidas fantásticas para você usar em sua campanha

Taverna

Em cenários de fantasia utilizamos como palco de nossas aventuras de RPG vales e florestas sombrias, repletas de monstros. Masmorras gigantescas, montanhas da loucura, planícies infernais e desertos escaldantes. Inexoravelmente os jogadores enfrentam tais perigos, com a certeza de que voltaram a enfrentar terrenos inóspitos.

Mas há um lugar que traga os jogadores com voracidade. Um destino tão certo quanto morte e, segundo o mago Cornwell, tão inexorável quanto o destino.

As tavernas.

Invariavelmente, sua trupe de aventureiros irá para a taverna, seja para jogar conversa fora, elaborar um plano, arranjar trabalhos ou beber até desmaiar. Em um mundo fantástico, é importante haverem bebidas igualmente extraordinárias, afim de dar mais riqueza ao cenário. Às vezes, a própria bebida pode ser um gancho para uma aventura.

Abaixo, algumas bebidas para você utilizar em sua campanha de RPG.

ATENÇÃO: modifiquei o post com a adição do preço estimado das bebidas feito pelo leitor Patrick Escobar.

Para ter uma noção do teor alcoólico dessas bebidas e de como fazer testes para ver ser os personagens ficaram embriagados, recomendo as regras de embriaguez feitas pelo Pep da comunidade do Old Dragon no facebook.

Continuar lendo

Canções de Celúria #1 – O Contrato

Sejam bem vindos a uma nova série de contos do Carisma Zero!

As Canções de Celúria são contos baseados em sessões de RPG do meu grupo neste meu cenário, cujo progresso você pode acompanhar aqui.

Agora puxe uma cadeira, peça uma caneca de cerveja e aprecie a história contada por este humilde bardo que vós fala.

Sistema: Old Dragon (D20).

Personagens:

  • Acácio (nível 5): Euroquiano Assassino. Costuma ser silencioso, observador e muito esnobe. Gosta de criar e pesquisar sobre venenos e seus efeitos. Sua família é composta de ricos mercadores que vivem na Euróquia, mas Acácio esconde sua profissão como mercenário deles.
  • Axell (nível 5): um Licário Explorador dotado de grande carisma e bom humor, que procura resolver seus problemas com diplomacia e acredita que influência é o verdadeiro poder. Foi criado por um nobre torlosiano cujo o filho nutria muita inveja de Axell. Quando esse nobre morreu, o licário foi expulso e caçado. Desde então se vira como pode para sobreviver.
  • Darion (nível 5): Euroquiano Espadachim. Filho de um nobre que auxilia o Benfeitor da Euróquia, ele cresceu aproveitando o dinheiro e o status de sua família até ser expulso de casa com mais de 20 anos. Desde então trabalha como mercenário, procurando brigas e tudo o que vida oferece de bom.
  • Solomon (nível 5): Platonino Mestre dos Vigores. Antes de iniciar seus estudos e experimentações com a arcanita, ele teve uma filha com sua atual esposa, Marie. Solomon, já muito inclinado aos estudos alquimicos, decidiu tornar-se um alquimista a principio para formar uma loja de poções e dar uma boa vida a sua filha, mas inevitavelmente obteve gosto pela aventura.

Juntos, eles fazem parte de uma guilda de mercenários criada há dois anos, porém ainda sem uma sede. Eles a chamam de Lobos de Aluguel – ou Cães de Aluguel, como Darion insiste em modificar – e tem certa fama em alguns lugares.

Floresta

Um estrondo afrontou todos os pássaros que repousavam nas árvores em volta de Joans. O fedor da pólvora incensou o ar por um momento, até ser difuso pelo aroma característico das folhas que começavam a cair naquele fim de verão.

Nunca imaginariam se não tivessem visto, mas Joans, o velho caçador de animais, era notavelmente preciso com sua bacamarte. O tiro jogou o gegani contra uma árvore, pintalgando a casca com vermelho. O segundo deles rodopiava um machado com ferocidade, porém faltava-lhe a destreza necessária para atingir Darion, que dançava em volta do oponente desferindo estocadas de florete pontuais. Foi questão de alguns segundos até um destes ataques perfurar o coração do inimigo. Continuar lendo

Celúria em Jogo #3 – Classes e Especializações

Party

Em Celúria, aventureiros diversos percorrem a terra em busca de aventuras que possam lhe trazer glória, riqueza ou poder. Cada um desses aventureiros são diferentes entre si, mas pertencem a classes distintas.

Abaixo, trago uma singela modificação de classes e especializações feitas para o cenário. Muita coisa do manual básico do Old Dragon foi modificada e outras novas, baseadas em em Especializações feitas pela comunidade, foram adicionadas. Continuar lendo

10 doenças para você usar em sua campanha

karla_ortiz_concept_art_02-680x494No RPG tentamos emular uma realidade que se assemelhe a nossa, porém com divergências místicas. Muitas vezes são cenários comuns a história da nossa realidade, mas com um gosto de “e se houvesse magia?”.

Nossas aventuras são feitas em cima de acontecimentos fantásticos, porém com o dedo mindinho da realidade cutucando os personagens, com limitações básicas que afetam qualquer herói, como o sono, a fome, a exaustão física e mental. Muitas vezes, lembramos apenas dessas questões quando os personagens enfrentam ambientes extremos, onde se faz preciso vencer inúmeras adversidades para sobreviver. Essa é a hora em que o mestre abre um grande sorriso no rosto e diz: “faz uma jogada de proteção modificada pela Constituição”.

É ai que entram as doenças!

Como o RPG tradicional possuí um cenário fictício repleto de raças, monstros e animais exóticos, acaba tornando fácil contrair algo um pouco mais pesado que uma simples gripe.

Abaixo, uma pequena lista de doenças para você utilizar em seus jogos de RPG, criadas com base em sistemas D20. Continuar lendo

Reinos de Celúria #4 – Torlosa

Torlosa

“Que não lhe careça fé; Que não turve sua iluminação.

Que não lhe falte compaixão com os fracos; Que atue severamente com os injustos;

Que os olhos de Antares sejam o seu farol; Que a bondade seja sua motivação;

Proteja-nos de tudo o que afasta da verdade, guardião luminoso;

Erga-se perante o mal; Submeta-se ao Criador.”

– Patri Ladósio. “O Código dos Inquisidores

Breve História: quase todos os torlosianos acreditam que são descendentes direto da Primeira Família. Há debates sobre de quem eles descendem, se do Filho, Filha ou da Semente, mas todos eles concordam que Torlosa existe pois o Sumo Altar existe. Esse cenário permite a fortíssima atuação da Igreja Antariana sobre a política local, governada por um Patri e um Sumo Senhor. Continuar lendo

Reinos de Celúria #3 – Lusia

Lusia Altaluz

Um louco abastado

É suficiente, então

Para transmutar um homem

De rei à vilão.

Para doar aos humildes

Esperança e gentileza,

Matérias desconhecidas

Àqueles aquém da nobreza.

Morbius devia ter grande senso de humor,

Pois pelo ouro recebido com a corda pagou.

Em Montesul só se ouvia

Um lamento irado

Daquele que viria a se tornar

O primeiro Nobre Esfarrapado.

– Dorian Falante. “O Nobre Esfarrapado

Breve História: os lusos ocupam a maior parte de Celúria. Eles fazem parte do maior reino em questão de território e economia. Continuar lendo

Reinos de Celúria #2 – Platônia

Platonia 3

“Dizem, em um arguido bradado por homens de caráter néscio, que nós, platoninos, somos contra a edificação da paz, da família e de deus. Essa confusão, sem dúvida, é causada pelo Culto da Ignorância Increpante e Adejante. Pelos adestradores que governam a nação com o auxílio das aves enxeridas, não nos restando escolha a não ser sussurrar ideais e lembranças de liberdade.”

– Abel Utri. “Um pássaro me contou

Breve História: os platoninos fugiram de Artemia juntamente com os euróques. As duas nações sempre foram muito unidas e a Platônia mantinha essa amizade através de acordos de mineração, produção científica, artística e religiosa, entre outras coisas. Ao chegar em Celúria, as duas nações se afastaram por um tempo, mas depois refizeram seus laços. Continuar lendo

Reinos de Celúria #1 – Euróquia

Euróquia 3

“O povo euróque, assim como um animal acuado, desconhece o medo e as consequências de uma ação impensada, ou como gostamos de classifica-las: corajosas. Porém, diferentes dos animais, eles não reagem com desespero frente à morte certa, mas com uma frieza medida pelo olhar de alguém que está morto mas continua de pé. Estes guerreiros, “mortos” antes mesmo do corte da espada, dão-me calafrios.”

Nephilo. “A Espada no Berço

Breve História: a Euróquia é uma nação vinda da Artemia após uma catástrofe provocada por um antigo vulcão que entrou em erupção. Os euroquianos encontraram Celúria após semanas a deriva sob o sol escaldante. Liderados por Sardis, o povo euróque, como também são chamados, estabeleceu moradia perto dos lagos da ilha sul, durante a Era da Retidão. Por isso, muitas vezes são vistos com maus olhos pelos os povos que viviam em Celúria durante a dominação das Três Coroas Pagãs. Continuar lendo